ADEUS, ATÉ AMANHÃ

Vou-me embora, disseste tu, querendo saber... não quero mais saber de ti. Mas a verdade é que nunca foste embora, continuas a bater-me à porta de tempos a tempos. Entras e sais deixando vestígios de que aqui estiveste. Esses vestígios encostam-me a ti, encostam-me a uma esperança... eu que nunca quis ver-te partir. Se é para te despires, despe-te e faz amor comigo. De outro modo diz-me adeus de uma vez por todas. Todos sofremos, todos choramos, mas também rimos e queremos ser felizes. Por isso ama-me ou odeia-me.

Liguei à Elisa para me ajudar a empacotar as minhas coisas e fui até à Baixa fechar as contas do banco. Não se trata de arranjar mais um psicólogo, não se trata de mais um compromisso. Não és o único que está ferido e não sei mais que raio hei-de fazer. Acho que nunca viste até onde a minha fenda abriu, nunca soubeste que fiquei sem corda para puxar e eu não te podia salvar... Foi o que sempre quiseste, mas eu não te podia salvar não importa o que tentasse. Tudo o que pude fazer foi amar-te e deixar-te ir. Não importa o que tentasse, tudo o que pude fazer foi amar-te, meu deus, amei-te tanto. Podemos discutir ou podemos esperar ou podemos partir...

4 comentários:

peter_pina disse...

existem pessoas que se vão embora, mas k nunca se vao embora...fazem essa escolha, mas nao a assumem!
bju

João Roque disse...

Nunca deixar de amar alguém que parte definitivamente é duro; imagino se a partida não é definitiva; deve ser doloroso, pois a esperança vai aparecendo e desaparecendo, como num círculo vicioso...
Abraço amigo.

Pedro Eleutério disse...

Pedro,
nem sempre é fácil tomar uma decisão e viver com ela. Principalmente quando essa decisão vai contra aquilo que sentimos.

Pinguim,
e como a esperança é a última a morrer... acho que dá para entender o resto...

peter_pina disse...

sim, nao é facil, mas o facil apenas traz bons resultados curto prazo....